
Vamos falar sobre o local onde a maioria de nós deita logo tudo a perder?
Sim, estou a falar das compras! Qualquer seja o nosso objetivo, um carrinho de compras feito de forma inteligente, pode salvar as refeições da semana, ou deitar o sucesso do nosso regime alimentar por água abaixo.
Vamos diretos ao ponto! Sem “tretas” de cortar o glúten e leite – por agora! Mas este passo é fundamental, e é realmente aquele que está mais que estudado como sendo o mais amigo da nossa saúde, cortar com os ultraprocessados. Deixo abaixo o trecho de um artigo, e o link caso o queiras consultar:
“… os desfechos encontrados incluíram indicadores de obesidade, marcadores de risco metabólico, diabetes, doenças cardiovasculares, cancro, asma, depressão, fragilidade, doenças gastrointestinais e mortalidade. A evidência foi particularmente consistente para obesidade (ou indicadores relacionados a ela) em adultos, cuja associação com o consumo de ultraprocessados foi demonstrada, com efeito dose-resposta, em estudos transversais com amostras representativas de cinco países, em quatro grandes estudos de coorte e em um ensaio clínico randomizado.…Dois estudos de coorte demonstraram associação do consumo de alimentos ultraprocessados com depressão e quatro estudos de coorte com mortalidade por todas as causas. Esta revisão sumarizou os resultados de trabalhos que descreveram a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e as diversas doenças crônicas não transmissíveis e seus fatores de risco, o que traz importantes implicações para a saúde pública.”
“…Os alimentos ultraprocessados são convenientes, práticos e portáteis, são desenvolvidos para que possam ser consumidos em qualquer lugar, são vendidos como lanches, bebidas ou pratos prontos ou semiprontos e são promovidos por agressivas estratégias de marketing…”
Qual afinal o problema dos ultraprocessados?
- Maior densidade energética;
- Gorduras saturadas e trans;
- Menos fibra dietética;
- Menos proteína;
- Menos micronutrientes;
- Menos compostos bioativos;
- Deterioração da qualidade nutricional da alimentação;
- Induzem altas respostas glicémicas;
- Têm baixo potencial de saciedade;
- A retirada de água, os aditivos e técnicas de processamento destroem a matriz alimentar e a informação nutricional não é transmitida com precisão ao cérebro, o que afeta os sistemas de controle da saciedade.
- Contêm muitos aditivos, em particular os espessantes, corantes e adoçantes artificiais, associados a alterações metabólicas;
- Distúrbios na homeostase da microbiota intestinal que geram alterações ao funcionamento saudável do organismo.
Então, vamo-nos servir da indústria pois ela facilita a nossa vida, sim! Mas vamos olhar para marcas que já vão tendo preocupação com este tipo de assuntos! Vamos aprender a ler rótulos, e sobretudo priorizar, sempre que possível uma boa refeição com carne, peixe, ovos, vegetais, salada, e também um belo arroz, uma batatinha ou uns grãos integrais.
E se precisas de ideias para variar as tuas refeições vê como te posso ajudar aqui
